Nós pessoas (com Red) (Prod. Sentinela)

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Red

É isto .. Que eu não sonhei um dia ..
Hoje é tão vazio .. Mais do que eu cria ..
Nada é certo .. Mas estou errado ..
A viver por ai .. Num corpo usado ..

Sentinela

A vida acaba cedo e eu estou a ficar velho
A brincar aos homens, fingindo ser alguem asério
A poupar uns trocos p´ra dar-te rosas um dia
Só pa me ofereceres depois na minha despedida
Nada é certo e o mais certo é saber que não dá
Ouço um Adeus na voz que me diz até já
Acordo horas depois, do alarme tocar
Até escutar o sono para não sonhar acordado
Alguem mais velho diz-me p´ra não andar preocupado
E que tudo passa depois de uma passa num cigarro
E eu parado sem pensamentos, sinto-me cobarde
No meio do fumo a fingir a tristeza do meu pai
E tudo que eu faço não muda eu sei mas tento ..
A trocar mudas de roupa p´ra sentir alguem atento
Vestuário caro sai caro sem comer sem nada
Acabo futil porque deixo passarem das marcas
Nós somos baratos e não nos importamos
E ofereçemos sexo, sem nos conhecer primeiro
Pessoas não são mais que brindes sem motivos
Que estragam a noite na cama com desconhecidos
O meu relógio vai num pulso que não é meu
Estou farto de te dar o meu tempo e ficar sem o teu
E como já não temos tempo a perder procuramos
Novamente em calendários com dias contados
Naquele champanhe caro que ficou por abir
Dá musica com o som da garrafa a partir..
E eu danço por cima daqueles vidros
A sentir o alcool a entrar-me pela carne a dentro
Morto ainda sinto a dor de uma Vida
Não há gente igual, mas doi viver com parcidas
Erramos nas situações mais prováveis
Humanos perdem a forma quando se tornam maleaveis
Tu perdes o interesse que tiveste no incio
Porque no fim já comecavas sem principios
Todo o truque está escondido atrás de um mágico
É mais seguro sentir amor por coisas de plástico
Ninguem se magoa ficamos pelos interesses
A viver com medo a conversar com paredes
Circulam de copo vazio só p´ra manter a posse
Tontos a rodear o azar, à procura da sorte
A música não pára e nós dancamos como loucos
A inveja mata e nós morremos aos poucos
Mentes abertas abrem pernas em noites de borga
A droga é suspeita para quem anda à coca
É o vicio do jogo da sedução que te mete assim
A viver para os outros que se estão a cagar pra ti
E tu vagueis por ai com a roupa mais bela,
Ao lado de gente burra que só te quer é ver sem ela
Mas tu não aprendes e enquanto andas doida
És oferecida demais para valeres alguma coisa
Nós desconfiamos das pessoas que não se importam
Que sejas o reflexo de uma imagem que não mostram
Andas a correr parado com vendas na cara
A vender amor ás cegas a quem não vê mais nada
Ninguem acorda andamos a dormir na vida
A mascar orgulho até acabar o sabor da pastilha !


Red

É isto .. Que eu não sonhei um dia ..
Hoje é tão vazio .. Mais do que eu cria ..
Nada é certo .. Mas estou errado ..
A viver por ai .. Num corpo usado ..

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from Versão do Realizador​/​Chorar a Rir, track released April 20, 2011

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tags: hiphop rap Lisboa

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